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Quais São as Famílias Mais Ricas dos Estados Unidos? Dos Walton Aos Rockefeller

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Com a aproximação do 250º aniversário dos Estados Unidos, a Forbes celebra sua própria versão dos pais — e mães — fundadores: os empreendedores por trás daquelas que se tornaram as maiores fortunas familiares do país.

A maioria construiu uma ou mais das empresas mais bem-sucedidas da nação. Muitas, embora não todas, ainda pertencem aos descendentes de seus fundadores e são administradas por eles tantos anos depois. Isso inclui desde a família Hughes, por trás da Public Storage, com fortuna estimada em US$ 14,7 bilhões (R$ 76,293 bilhões), agora em sua terceira geração, até o clã mais antigo da lista, os Du Pont, com US$ 22 bilhões (R$ 114,18 bilhões), que fundaram em 1802 o que se tornaria a gigante química que leva seu nome, hoje na nona geração.

A Forbes começou a acompanhar a riqueza de bilionários individuais em 1918, quando o barão do petróleo e futuro filantropo John D. Rockefeller (m. 1937) foi apresentado na revista Forbes como o primeiro e único bilionário do mundo.

Nos últimos 13 anos, também classificamos periodicamente as famílias mais ricas dos Estados Unidos, incluindo os Rockefeller, que agora estão na sétima geração e aparecem empatados na 45ª posição da lista deste ano, com uma fortuna estimada em US$ 12,5 bilhões (R$ 64,875 bilhões).

A lista

O corte para nosso primeiro ranking dos clãs mais ricos do país, em 2014, era de apenas US$ 1 bilhão (R$ 5,19 bilhões). No entanto, com a riqueza dos bilionários disparando para níveis sem precedentes — afinal, Elon Musk se tornou brevemente o primeiro trilionário neste mês —, a Forbes elevou o patamar mínimo da lista de famílias para US$ 10 bilhões (R$ 51,9 bilhões) em 2024.

A Forbes ainda encontrou um recorde de 54 clãs multigeracionais em nosso segundo ranking das Famílias Decabilionárias dos Estados Unidos, acima das 45 famílias presentes na primeira lista de 2024.

A lista completa está publicada aqui. O patrimônio líquido combinado do grupo deste ano é de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,861 trilhões), quase US$ 600 bilhões (R$ 3,114 trilhões) a mais do que o total de dois anos atrás.

Todas essas famílias, exceto cinco, já estão pelo menos na quarta geração. Esses clãs, alguns com centenas de membros — ou milhares, no caso dos Du Pont —, estão por trás de produtos e empresas que vão de M&M’s e Chick-fil-A a Windex e Orkin, de controle de pragas, além de times como Kansas City Chiefs e Tampa Bay Buccaneers.

Entra e sai

Dez estreantes aparecem no ranking de 2026. Entre eles estão a família Richards, dona da fabricante de cabos e fios Southwire, sediada em Carrollton, na Geórgia, com fortuna estimada em US$ 13,1 bilhões (R$ 67,989 bilhões); os herdeiros do falecido pioneiro da tecnologia da informação Ross Perot Sr., que também foi candidato independente à Presidência dos Estados Unidos duas vezes, com US$ 12,8 bilhões (R$ 66,432 bilhões); e a família Lockton, por trás da corretora de seguros que leva seu nome, sediada em Kansas City, no Missouri, com US$ 10 bilhões (R$ 51,9 bilhões).

Também aparecem pela primeira vez na lista os maiores vencedores do maior IPO de 2025: a família Mills, fundadora da gigante de suprimentos médicos Medline, sediada em Northfield, Illinois, com US$ 29,6 bilhões (R$ 153,624 bilhões).

Apenas uma família saiu do ranking: o clã Chao, da Westlake Corporation, sediada em Houston. Sua fortuna, majoritariamente ligada a ações negociadas em bolsa, caiu US$ 4,9 bilhões (R$ 25,431 bilhões), para uma estimativa de US$ 9,3 bilhões (R$ 48,267 bilhões) nos últimos dois anos.

Apenas outras sete famílias da lista de 2024 ficaram mais pobres. A maior perda dentro desse grupo foi da família Brown, por trás da Brown-Forman Corporation, sediada em Louisville, Kentucky, fabricante de capital aberto do uísque Jack Daniel’s. Seu patrimônio líquido caiu US$ 5,8 bilhões (R$ 30,102 bilhões), para uma estimativa de US$ 10,7 bilhões (R$ 55,533 bilhões).

Outras famílias conhecidas que ficaram de fora incluem os Dolan, donos do New York Knicks, time que encerrou em junho um jejum de 53 anos sem título.

No topo

A maior vencedora, com ampla vantagem, é a família mais rica dos EUA desde que começamos a acompanhar fortunas familiares, em 2014. Os descendentes do fundador do Walmart, Sam Walton (m. 1992), e de seu irmão Bud (m. 1995) viram sua fortuna disparar em uma estimativa de US$ 253 bilhões (R$ 1,313 trilhão), chegando a US$ 520 bilhões (R$ 2,699 trilhões), em apenas dois anos, enquanto as ações da gigante varejista sediada em Bentonville, Arkansas, saltaram 117%.

Isso significa que, se Sam Walton ainda estivesse vivo, provavelmente controlaria a segunda maior fortuna do planeta, atrás apenas de Elon Musk.

O segundo maior ganho ficou com a família por trás do conglomerado Koch, Inc., sediado em Wichita, Kansas, anteriormente conhecido como Koch Industries. Sua fortuna cresceu US$ 41 bilhões (R$ 212,79 bilhões) nos últimos dois anos, para uma estimativa de US$ 157 bilhões (R$ 814,83 bilhões), levando os Koch da terceira para a segunda posição na lista deste ano.

Liderados pelo filho do fundador Fred Koch (m. 1967), Charles Koch, presidente e co-CEO de 90 anos, os Koch trocaram de lugar com os herdeiros do império de doces, snacks e alimentos para pets Mars, Inc., que haviam tomado a segunda posição da família Koch na lista de 2024. O patrimônio líquido da família Mars também aumentou, em US$ 12 bilhões (R$ 62,28 bilhões), para uma estimativa de US$ 129 bilhões (R$ 669,51 bilhões). Nenhuma outra família americana possui uma fortuna de 12 dígitos.

Regiões

As famílias decabilionárias do ranking deste ano vêm de 25 estados e cidades que vão de Boise, Idaho, a Youngstown, Ohio, e Portland, Maine. Nova York é a cidade natal mais frequente, com sete famílias multigeracionais avaliadas em pelo menos US$ 10 bilhões (R$ 51,9 bilhões), seguida por Atlanta e Chicago, com quatro cada.

Além dos Rockefeller, a Big Apple deu origem a outra dinastia histórica presente na lista deste ano, que remonta ao século 19: os descendentes do magnata da mídia William Randolf Hearst (m. 1951), com fortuna estimada em US$ 21,8 bilhões (R$ 113,142 bilhões).

Aqui está o ranking da Forbes com as 54 famílias multigeracionais mais ricas dos Estados Unidos.

Metodologia

Ao compilar o ranking das famílias multigeracionais mais ricas dos Estados Unidos, a Forbes excluiu bilionários individuais aos quais é atribuída toda a fortuna familiar e que aparecem na lista de Bilionários do Mundo da Forbes. Para cada clã, contamos o número de gerações desde o patriarca ou a matriarca da família até seus descendentes mais jovens, incluindo crianças menores de 18 anos. As fortunas estimadas foram calculadas com base nos preços das ações em 22 de junho de 2026.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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