Porto Belo passou a ocupar uma posição mais relevante no mercado imobiliário de alto padrão ao liderar entre as cidades não capitais no Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil). No levantamento do primeiro trimestre, o município catarinense atingiu nota 6,85, alta de 3% em relação ao trimestre anterior, e alcançou o sétimo lugar no ranking nacional.
O desempenho evidencia a migração do interesse de investidores para praças fora dos grandes centros e consolida a cidade como um dos novos polos de valorização do litoral brasileiro.
Demanda e absorção aceleram a cidade
Segundo o estudo, o avanço foi puxado principalmente pela procura direta por imóveis e pela velocidade de absorção dos lançamentos recentes. No mesmo ranking, Itajaí aparece na 11ª posição, enquanto Itapema ficou em 51º lugar e Balneário Camboriú, em 60º. Isso reforça uma mudança de eixo dentro do litoral catarinense.
O IDI Brasil é desenvolvido pelo Ecossistema Sienge em parceria com o Grupo Prospecta e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. No recorte de alto padrão, considera famílias com renda acima de R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil.
Projetos elevam o padrão de serviços
A nova fase de Porto Belo aparece no perfil dos empreendimentos. Um dos exemplos é o Electra Towers, projeto da Thozen com VGV estimado em R$ 170 milhões. São duas torres de aproximadamente 100 metros, 192 apartamentos, oito coberturas e ticket médio de R$ 1,8 milhão. O empreendimento aposta em tecnologia para gestão condominial, com sistemas de inteligência artificial para monitoramento de risco e robôs concierge.
O The Urban terá VGV de R$ 190,2 milhões, apartamentos com ticket médio de R$ 930 mil. A proposta é fazer um prédio inteligente, com cinema ao ar livre a 100 metros de altura, coworking com estúdio de podcast, mini market, spa e serviços automatizados.
Infraestrutura urbana reforça a atratividade
Segundo a Thozen, o município cresce em população, renda e infraestrutura, e a incorporadora acompanha esse movimento com um complexo hospitalar de 30 mil metros quadrados e investimento estimado em R$ 200 milhões.
O caso de Porto Belo mostra como cidades médias e litorâneas vêm ganhando espaço entre investidores de alta renda, num mercado em que localização, experiência, conectividade e serviços passaram a pesar tanto quanto metragem.
*Com informações de Brazil Economy

