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Tese do “Renascimento do Brasil” Aposta em Commodities, Agro e Polos Regionais

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Nesta segunda-feira (11), a Apex realizou, em Nova York, a terceira edição do Brazilian Regional Markets (BRM NY), encontro promovido no Harvard Club.

O evento reuniu investidores, empresários e autoridades para discutir o papel dos mercados regionais no crescimento econômico brasileiro. A proposta do encontro foi ampliar o debate para além dos grandes centros financeiros, colocando em pauta temas como infraestrutura, inovação e desenvolvimento produtivo.

Segundo a Apex, o BRM NY aproxima o mercado internacional de capitais das regiões brasileiras que mais crescem, conectando governos, empresas e investidores em torno de oportunidades de negócios e expansão de capital. A iniciativa também pretende reduzir assimetrias de informação e ampliar a visibilidade de mercados considerados estratégicos para o avanço da economia brasileira.

“O Brasil precisa crescer de forma equilibrada, eficiente e descentralizada, conectando a poupança ao investimento produtivo em polos reais de desenvolvimento”, destaca Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex.

Um dos destaques da programação foi o painel “O Renascimento do Brasil”, apresentado por Betina Roxo, estrategista-chefe da Apex e Forbes Under 30, ao lado de Lucas Schuller, especialista de dados da companhia.

Os especialistas explicaram que a tese é sustentada por quatro pilares que, na avaliação da Apex, apontam para um ciclo de crescimento econômico mais consistente no país.

O primeiro deles é o político, marcado por uma inclinação mais conservadora observada em governos municipais e em parte da América Latina. O segundo é o estratégico, baseado na neutralidade geopolítica do Brasil e em sua relevância crescente como produtor global de alimentos e energia renovável.

A análise também considera fatores cíclicos, como o impacto positivo da alta das commodities sobre a economia brasileira e a capacidade do país de atrair capital estrangeiro diante dos juros reais elevados e dos preços considerados descontados dos ativos locais.

Já o quarto pilar, definido como estrutural, destaca os chamados “estados onças” — regiões com crescimento acima da média nacional, impulsionadas principalmente pelo agronegócio, ganhos de produtividade e maior eficiência fiscal.

Segundo os executivos, o movimento é fruto de uma transformação econômica e cultural liderada por uma nova elite produtiva regional, menos dependente das oscilações política e mais conectada à expansão do setor privado.

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