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“Sem uma Base Concreta, IA Perde o Sentido”, diz CEO da Red Hat

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Durante a abertura do Red Hat Summit 2026 em Atlanta, Matt Hicks, Presidente e CEO da Red Hat, empresa de software em código aberto, identificou o desafio de as empresas tirarem o melhor da inteligência artificial. Para Hicks, os líderes de tecnologia estão presos entre a manutenção de sistemas legados críticos e a pressão por iniciativas de IA que entreguem Retorno sobre Investimento (ROI) imediato.

“Esse espaço, esse caos, entre a complexidade do seu ambiente e os recursos que você tem para trabalhar, e a velocidade com a qual seu negócio precisa competir, essa é a verdadeira história da TI da empresa neste momento, não apenas da IA”, afirmou Hicks. Segundo o executivo, o setor enfrenta hoje o seu terceiro grande ponto de inflexão histórica, comparável à migração para o Linux e à ascensão do modelo cloud native.

A história da computação corporativa moderna foi moldada pela transição de sistemas proprietários para infraestruturas abertas. Hicks relembrou que, na primeira grande mudança, o Linux se tornou o padrão industrial sobre o qual tudo — do mobile à nuvem — foi construído. A segunda onda trouxe os contêineres e o Kubernetes (OpenShift). Agora, a IA representa o novo marco.

Contudo, para o CEO, a corrida tecnológica não será vencida necessariamente pelos mais rápidos. “As organizações que terão o maior sucesso neste ambiente não serão necessariamente as que se movimentam mais rápido. Elas serão as que construíram a base certa”, pontuou. Hicks defende que máquinas virtuais, contêineres e agentes de IA não são tecnologias concorrentes, mas elementos que estão convergindo para uma plataforma única e aberta.

Eficiência na Prática: O Caminho da Red Hat

Para ilustrar essa transição, Hicks compartilhou dados sobre a própria jornada da Red Hat. A companhia evoluiu do uso de chatbots básicos para o desenvolvimento de sistemas agênticos — sistemas capazes de navegar por vastos corpos de conhecimento para entregar respostas úteis, e não apenas resumos.

Um dado central da apresentação revelou que a otimização de custos e performance passa pela soberania da infraestrutura. A Red Hat iniciou seus experimentos com “modelos de fronteira” (os mais caros e potentes do mercado), mas migrou gradualmente para modelos abertos e menores, especializados em tarefas como busca de documentos, detecção de alucinações e segurança.

“Hoje, 85% das chamadas em nosso sistema de agentes de pesquisa profundo funcionam em modelos abertos de fonte aberta operando na infraestrutura da Red Hat”, revelou o CEO. A estratégia demonstra que é possível escalar a IA mantendo o controle sobre os dados e os custos operacionais.

Ao concluir sua fala, Hicks reforçou que a resposta para o dilema da TI moderna não reside em um único fornecedor ou modelo de nuvem específico, mas em um ecossistema aberto que permita à empresa inovar sem comprometer sua base crítica. “A resposta não será um cloud, ou um vendedor, ou um modelo. Ela será a plataforma certa com um ecossistema aberto que o apoie.”

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