Comprar um imóvel de luxo se tornou algo mais caro em praticamente todos os lugares do mundo nos últimos cinco anos, segundo dados levantados pela Knight Frank, consultoria britânica de Real Estate.
A casa aponta que, das grandes cidades analisadas, apenas Melbourne e Londres tiveram um desaquecimento. Em todas as demais, US$ 1 milhão passou a comprar menos metros quadrados de um imóvel de luxo.
A maior variação foi a de Dubai. Em 2020, US$ 1 milhão possibilitava a compra de 183 metros quadrados de um imóvel de alto padrão. Ao fim do ano passado, a Knight Frank apontou que essa mesma cifra conseguiria comprar apenas 62 metros quadrados.
Mônaco se manteve no topo, com uma variação de um dígito percentual. O microestado soberano da Riviera Francesa é o único local analisado pela consultoria em que US$ 1 milhão compra menos do que 20 metros quadrados de um imóvel de luxo.
Quantos metros quadrados compram US$ 1 milhão
- Mônaco — 17 m² (2020) → 16 m² (2025) | -7%
- Hong Kong — 23 m² (2020) → 23 m² (2025) | 0%
- Genebra — 37 m² (2020) → 28 m² (2025) | -25%
- Singapura — 36 m² (2020) → 28 m² (2025) | -22%
- Londres — 31 m² (2020) → 33 m² (2025) | +7%
- Nova York — 35 m² (2020) → 34 m² (2025) | -3%
- Los Angeles — 50 m² (2020) → 36 m² (2025) | -28%
- Tóquio — 62 m² (2020) → 37 m² (2025) | -41%
- Paris — 42 m² (2020) → 37 m² (2025) | -11%
- Viena — 41 m² (2020) → 39 m² (2025) | -5%
- Sydney — 44 m² (2020) → 42 m² (2025) | -5%
- Xangai — 50 m² (2020) → 44 m² (2025) | -11%
- Milão — 60 m² (2020) → 46 m² (2025) | -24%
- Miami — 97 m² (2020) → 58 m² (2025) | -40%
- Berlim — 66 m² (2020) → 59 m² (2025) | -11%
- Dubai — 183 m² (2020) → 62 m² (2025) | -66%
- Madri — 93 m² (2020) → 75 m² (2025) | -19%
- Lisboa — 93 m² (2020) → 80 m² (2025) | -14%
- Melbourne — 79 m² (2020) → 83 m² (2025) | +4%
- Mumbai — 105 m² (2020) → 96 m² (2025) | -9%
Tóquio e Miami também apresentaram variações expressivas nos preços. No caso da capital japonesa, US$ 1 milhão compram 37 metros quadrados atualmente, sendo que em 2020 eram 62.
Na magic city, a queda fica também na casa dos 40%, com o poder de compra de sete dígitos saindo de 97 metros quadrados para 58 metros quadrados em cinco anos.
“No geral, os dados reforçam como o rápido crescimento da riqueza, a oferta limitada e a demanda de investidores globais reduziram o poder de compra do dólar em grande parte dos mercados residenciais de elite do mundo”, diz o relatório The Wealth Report, da consultoria londrina.
Tóquio lidera valorização em 2025
Considerando a performance no acumulado de 2025, Tóquio foi a cidade que registrou a maior variação de preços, com 58,5% segundo dados do Prime International Residential Index (PIRI) da Knight Frank.
- Tokyo: 58,5%
- Dubai: 25,1%
- Manila: 17,5%
- Seoul: 14,7%
- Prague: 14,6%
- Cayman Islands: 11,0%
- Mexico City: 9,4%
- Bengaluru: 9,4%
- Méribel: 9,0%
- Mumbai: 8,7%
O índice é compilado pelo time de research da Knight Frank com base em dados próprios e parceiros locais, acompanhando a valorização de imóveis residenciais de luxo ao redor do mundo.
Na prática, o índice funciona como uma espécie de “termômetro global” do mercado imobiliário de luxo. O PIRI considera apenas o topo do mercado imobiliário de cada cidade, geralmente os 5% mais caros.
Entram no monitoramento os preços de imóveis de alto padrão em grandes centros financeiros e cidades globais, contemplando coberturas, mansões, propriedades em bairros considerados prime e afins.
Segundo o índice, o preço global de um imóvel de luxo subiu 3,2% em 2025, e 73 dos 100 mercados analisados registraram alta na janela em questão.

