A Nvidia registrou receita de US$ 96,2 bilhões (R$ 495,43 bilhões) no segundo trimestre, alta de 106% em relação aos US$ 46,7 bilhões (R$ 240,51 bilhões) obtidos um ano antes e acima dos US$ 92,2 bilhões (R$ 474,83 bilhões) projetados pelos analistas.
O lucro líquido subiu para US$ 59,7 bilhões (R$ 307,46 bilhões), ante US$ 26,4 bilhões (R$ 135,96 bilhões) no mesmo período do ano anterior. Já o lucro ajustado por ação avançou de US$ 1,05 (R$ 5,41) para US$ 2,22 (R$ 11,43), superando os US$ 2,09 (R$ 10,76) esperados pelos analistas.
A companhia projetou receita de US$ 108 bilhões (R$ 556,2 bilhões) para o trimestre atual, com variação de 2% para cima ou para baixo, acima da expectativa dos analistas, de US$ 104,2 bilhões (R$ 536,63 bilhões).
As ações da Nvidia caíram aproximadamente 1,6% nesta quarta-feira, enquanto os investidores aguardavam com cautela a divulgação dos resultados, depois de empresas de inteligência artificial como a Meta não atingirem suas projeções trimestrais.
Os papéis recuavam mais 1% nas negociações após o fechamento do mercado por volta das 16h45, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos.
AVALIAÇÃO DA FORBES
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, tem patrimônio estimado em US$ 181,2 bilhões (R$ 933,18 bilhões), segundo estimativas da Forbes, o que o coloca na oitava posição da lista de bilionários em tempo real da Forbes.
A Nvidia chegou à divulgação dos resultados do segundo trimestre depois de interromper, na terça-feira, uma sequência de sete pregões consecutivos de queda. As ações fecharam em alta de 2,2% naquele dia, após acumularem uma retração de quase 7% que aumentou a preocupação dos investidores.
O negócio de data centers da companhia gerou US$ 75,2 bilhões (R$ 387,28 bilhões) no trimestre anterior, avanço de 92% na comparação anual, consolidando a Nvidia como uma das principais protagonistas da expansão global da infraestrutura de inteligência artificial.
Além do crescimento da receita, os investidores estão acompanhando a concentração de clientes e o financiamento do setor, à medida que a Nvidia amplia sua participação no custeio da infraestrutura que utiliza seus próprios chips.
A Nvidia participa cada vez mais do financiamento da expansão da infraestrutura de inteligência artificial e, ao mesmo tempo, depende fortemente das empresas responsáveis pela demanda por seus chips.
Recentemente, a companhia se uniu a grandes gestoras e instituições financeiras para criar plataformas de financiamento destinadas a mobilizar mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,575 trilhões) para infraestrutura de inteligência artificial.
O documento trimestral mais recente da empresa também mostrou que três clientes respondiam por 21%, 17% e 16% da receita, respectivamente, além de representarem, juntos, 64% das contas a receber. Os números evidenciam a dependência da fabricante de chips em relação a um pequeno grupo de grandes clientes.
*Matéria originalmente publicada por Forbes.com

