A taxa de vacância dos prédios de escritórios em São Paulo caiu para 12,8% da área disponível para comercialização no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Binswanger Brazil noticiado pelo Estadão. O percentual havia encerrado 2025 em 13,8% e estava em 19,4% no fim de 2024, sinalizando continuidade da recuperação do mercado corporativo.
Retorno ao presencial ajuda a puxar demanda
Depois do pico de devoluções registrado entre 2020 e 2021, o segmento passou a ganhar tração a partir de 2024 e 2025, quando empresas voltaram a expandir escritórios e a fechar locações de grandes áreas. Para a consultoria, a redução do home office e do modelo híbrido, somada ao crescimento da atividade econômica, ajuda a explicar a absorção mais forte dos espaços. A consultoria projeta vacância abaixo de 15% até 2027, mantendo o equilíbrio do mercado.
Uber e Shopee lideraram as maiores locações
No primeiro trimestre, as locações líquidas totalizaram 75 mil metros quadrados na capital paulista. A maior operação foi da Uber, com 12,6 mil metros quadrados no JK Square. Em seguida veio a Shopee, que alugou 7 mil metros quadrados no Birmann 32.
Mercado ainda é desigual entre regiões
A média de 12,8% sugere um cenário de maior equilíbrio entre proprietários e inquilinos, sem excesso generalizado de áreas vazias nem escassez ampla de oferta. Mas o quadro é bastante heterogêneo: Faria Lima, Itaim, Juscelino Kubitschek e Paulista operam com vacância abaixo de 8%, enquanto Chácara Santo Antônio e Santo Amaro superam 30%.
O aluguel médio chegou a R$ 130 por metro quadrado, alta de 7% ante o fim de 2025; na Faria Lima, a média já está em R$ 303, com picos de R$ 415.
*Com informações de Estadão

