O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (4) que as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos são de responsabilidade do presidente Lula (PT).
O pré-candidato do PL à Presidência exibiu nesta quarta-feira (4) cartaz com a mensagem “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!” um dia após o petista levantar outro que dizia “O Pix é do Brasil!”.
“Se o presidente tivesse boa relação com os EUA, o Brasil estaria fora dessa lista. Essa tarifa é do Lula, é por causa do seu comportamento de agressão aos EUA, as empresas brasileiras podem ser penalizadas por isso”, disse Flávio, durante a agenda no Ceasa (Centrais de Abastecimento) em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O senador citou a carta que ele disse ter enviado ao governo Donald Trump para pedir que o país não imponha tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial da Casa Branca.
O Pix, que virou alvo de disputa entre os dois líderes da corrida presidencial, foi citado pelo governo dos Estados Unidos como uma das razões para a nova proposta de tarifaço.
O governo Trump argumenta que o Banco Central favorece o sistema brasileiro de pagamentos em detrimento de empresas americanas do setor financeiro. Os EUA chamam o Pix de “campeão nacional” de sistemas de pagamento, e afirmam que o “duplo papel” do BC como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses.
A campanha de Lula pretende usar o Pix como bandeira eleitoral, estabelecendo um paralelo com a defesa das urnas eletrônicas no pleito de 2022.
O Pix começou a ser desenvolvido por equipe técnica do BC (Banco Central) durante o governo de Michel Temer (MDB), em 2018, quando o presidente da autoridade monetária era Ilan Goldfajn, e foi lançado em novembro de 2020, no período da gestão de Jair Bolsonaro (PL), quando Roberto Campos Neto estava à frente do BC.
O sistema entrou em plena operação em 16 de novembro de 2020, colocando o Brasil no rol de países com um sistema de pagamentos instantâneos em funcionamento.
O senador também afirmou nesta quarta acreditar, pelo seu desempenho nas pesquisas eleitorais, que o povo brasileiro deseja um candidato mais próximo do seu perfil do que de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu tenho esse perfil que gosto mais de construir pontes, de atuar para resolver os problemas de forma prática, e o presidente Bolsonaro foi sempre uma pessoa mais impulsiva, mais direta, o que o levou à Presidência”, disse Flávio em entrevista concedida ao jornal O Tempo.
O senador também disse ter aconselhado o pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, a “fazer o que o coração mandar e não o que o marqueteiro mandar”. O ex-governador de Minas Gerais criticou Flávio após vir à tona diálogos entre o senador com Daniel Vocaro, do Master, sobre repasses ao filme “Dark Horse”, sobre a história de Jair Bolsonaro.
“Continuo achando que ele foi um pouco precipitado, não pode colocar essa disputa entre quem vai ser o candidato que irá ao 2 turno àfrente do povo brasileiro”, disse.
Em evento na última terça, os dois selaram as pazes e disseram que o objetivo único deles é derrotar o PT no segundo turno.

