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Duas Pessoas Morrem de Sarampo na Pensilvânia em Meio Ao Avanço da Doença nos EUA

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Duas pessoas não vacinadas morreram de sarampo na Pensilvânia, nos Estados Unidos, segundo autoridades de saúde do estado. Os óbitos foram anunciados nesta terça-feira (25) e são os primeiros provocados pela doença na região em 35 anos.

As mortes ocorrem enquanto os Estados Unidos enfrentam seu pior cenário de sarampo desde 2000, quando a doença foi considerada eliminada no país.

As duas vítimas moravam no condado de Lancaster, que concentra um dos principais focos do surto na Pensilvânia. As autoridades não divulgaram as idades nem outras informações sobre os pacientes, citando questões de privacidade.

De acordo com o Departamento de Saúde da Pensilvânia, quase 400 casos foram registrados em 28 condados do estado. Quase metade das infecções está concentrada no sul de Lancaster.

No condado, mais de 390 pessoas já foram infectadas e 70 precisaram ser hospitalizadas. Aproximadamente um terço dos casos envolve crianças. Especialistas em saúde pública, no entanto, acreditam que os números podem não representar a dimensão total do surto.

“Como o sarampo foi amplamente eliminado na comunidade por mais de três décadas, as pessoas não estão familiarizadas com essa doença e não compreendem totalmente a gravidade que ela pode ter”, afirmou a secretária de Saúde da Pensilvânia, Debra Bogen.

Recorde de casos nos EUA

As mortes foram registradas no momento em que os casos de sarampo nos Estados Unidos alcançaram o maior nível em anos. Em 2026, o país contabilizou mais casos do que em qualquer outro ano desde que a doença foi considerada eliminada.

Em 2025, três pessoas — duas crianças em idade escolar e um adulto — morreram em decorrência de complicações provocadas pelo sarampo. Foram os primeiros óbitos pela doença registrados nos Estados Unidos em uma década.

“Essas cinco mortes ocorridas desde 2025 são extremamente, extremamente raras na era moderna. Elas também são um prenúncio do que está acontecendo à medida que esse vírus volta a se estabelecer nos Estados Unidos”, disse Amesh Adalja, médico infectologista do Johns Hopkins Center for Health Security.

O sarampo está entre as doenças mais contagiosas conhecidas pela medicina. A infecção pode causar complicações como pneumonia e inflamação cerebral.

Nos Estados Unidos, aproximadamente uma em cada cinco pessoas não vacinadas que contraem o vírus precisa ser hospitalizada. Entre as crianças, até três em cada mil infectadas podem morrer em consequência de complicações respiratórias ou neurológicas.

Vacinação contra o sarampo

A principal forma de prevenção é a vacinação com duas doses da tríplice viral, conhecida como MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo os dados apresentados, as duas doses evitam mais de 97% das infecções por sarampo.

Ao mesmo tempo, a cobertura da vacinação infantil de rotina vem diminuindo nos Estados Unidos e caiu abaixo dos 95% considerados necessários por especialistas para evitar a disseminação de surtos.

Desde o início do surto, o governo da Pensilvânia realizou 91 clínicas temporárias de vacinação. Ao todo, mais de mil doses da vacina MMR foram aplicadas nesses locais.

Maryland declara surto

O anúncio das mortes na Pensilvânia ocorreu um dia depois de Maryland declarar um surto de sarampo em três condados: St. Mary’s, Carroll e Cecil. O estado registra 31 casos confirmados.

Em Nova York, autoridades também recomendaram, na segunda-feira (24), que os moradores verificassem sua situação vacinal e buscassem a imunização. A orientação ocorreu diante do aumento de casos em áreas rurais próximas à capital e nas regiões central e oeste do estado.

“O risco geral permanece baixo se você estiver totalmente vacinado”, afirmou a secretária de Saúde de Maryland, Meena Seshamani.

O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, atribuiu parte do aumento da hesitação em relação às vacinas ao governo federal. Para ele, declarações de autoridades federais que não estejam fundamentadas em fatos e evidências científicas contribuem para aumentar a confusão entre os pais.

“Quando as informações que vemos vindo do governo federal, em alguns casos, não são orientadas por fatos e ciência, isso torna tudo ainda mais confuso para os pais, e isso tem um impacto sério”, afirmou.

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