Em um mercado com mais de 75 mil imobiliárias no Brasil, a gaúcha Auxiliadora Predial tenta se diferenciar pelo tamanho da operação e pela diversificação de serviços, destaca reportagem daExame. Fundada em 1931, em Porto Alegre, a companhia administra mais de 221 mil portas em condomínios, opera mais de 3,5 mil empreendimentos e soma mais de 115 lojas e franquias em Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
A companhia nasceu antes mesmo da consolidação do financiamento imobiliário no país, inspirada em um modelo alemão de aquisição coletiva que mais tarde daria origem ao consórcio imobiliário. Depois de começar com administração de aluguéis, entrou nos condomínios durante a verticalização urbana dos anos 1940. Hoje, essa vertical é apontada como o principal negócio da empresa.
Apenas em 2026, a Auxiliadora afirma ter movimentado mais de R$ 500 milhões em pagamentos nos condomínios que administra, operação que exige escala financeira, controle de inadimplência e padronização de processos.
Franquias viraram o principal motor de expansão
O crescimento recente está concentrado no modelo de franquias, lançado em 2007 a partir de referências das redes imobiliárias americanas. Pela estrutura desenhada pela empresa, o franqueado fica mais dedicado ao relacionamento comercial e à liderança local, enquanto a operação central absorve rotinas jurídicas, financeiras, operacionais, de marketing e tecnologia.
Atualmente, 70% das vendas da Auxiliadora já passam por franquias. Na locação, esse percentual está em torno de 40%. A expansão para condomínios começou no ano passado e aparece como uma das apostas mais relevantes do próximo ciclo.
Santa Catarina e Paraná puxam a nova geografia da rede
O mapa de crescimento acompanha o dinamismo imobiliário do Sul. Em Santa Catarina, onde a operação começou em 2021, a rede já reúne cerca de 28 lojas. No Paraná, a primeira unidade foi aberta em maio de 2025 e o estado já soma 11 operações. No Rio Grande do Sul, a empresa mantém mais de 60 franquias.
O investimento médio para abrir uma unidade é de cerca de R$ 200 mil, com retorno estimado em 18 meses. A escala comercial é reforçada por um estoque de mais de 40 mil imóveis residenciais à venda apenas em Porto Alegre e por uma base superior a 1,4 mil corretores conectados.
*Com informações de Exame

