O aluguel residencial acelerou em abril e subiu 1,04%, o maior avanço desde o mesmo mês do ano passado (+1,25%), segundo o índice FipeZap. O aumento do preço médio de locação foi o dobro da alta do valor de venda (+0,51%).
Em abril, o aluguel residencial subiu com mais intensidade do que a inflação ao consumidor (0,67% pelo IPCA), mas ficou abaixo da variação do IGP-M (+2,73%), indicador usado no reajuste de aluguéis vigentes. O IGP-M está em trajetória de aceleração devido ao choque nos preços de combustíveis e derivados, com reflexos que vão da gasolina até insumos da construção civil.
De março para abril, 30 das 36 cidades monitoradas pelo índice FipeZap de locação exibiram alta nos preços. Entre as capitais, os avanços acima da inflação ocorreram em:
- Aracaju (+3,93%)
- Teresina (+2,14%)
- Campo Grande (+2,00%)
- Brasília (+1,99%)
- João Pessoa (+1,91%)
- Fortaleza (+1,54%)
- Rio de Janeiro (+1,51%)
- Belo Horizonte (+1,37%)
- Manaus (+1,31%)
- São Paulo (+0,90%)
- IPCA (+0,67%)
Também registraram alta, mas igual ou abaixo da inflação as cidades de Curitiba (+0,67%), Maceió (+0,41%), Florianópolis (+0,35%), Goiânia (+0,34%), Recife (+0,32%), Salvador (+0,25%) e Porto Alegre (+0,20%).
As quedas ficaram concentradas em:
- Natal (-1,76%)
- Vitória (-0,77%)
- São Luís (-0,70%)
- Belém (-0,18%)
- Cuiabá (-0,14%)
Aluguel residencial sobe menos do que ciclo pós-pandemia
Nos quatro primeiros meses deste ano, os preços de locação subiram 3,51%, um ponto percentual abaixo na comparação com o mesmo intervalo de 2025 (+4,51%). O resultado sugere que, embora o aluguel ainda avance em ritmo forte no curto prazo, a intensidade das altas já é menor, passado um terço do ano.
Em 2025, o aluguel residencial aumentou 9,44%, depois de subir a uma taxa média anual de cerca de 15% no triênio 2022-2024, período em que o mercado se recuperava da crise provocada pela pandemia de covid-19.
Manaus, Campo Grande e Aracaju lideram altas no ano
De janeiro a abril, a alta acumulada do aluguel residencial ocorreu em 33 das 36 localidades pesquisadas pelo índice. Entre as capitais, os maiores aumentos foram observados em:
- Manaus (+11,56%)
- Campo Grande (+11,30%)
- Aracaju (+11,26%)
- Goiânia (+6,08%)
- João Pessoa (+5,85%)
- Rio de Janeiro (+5,75%)
- Maceió (+5,09%)
- Recife (+4,51%)
- Brasília (+3,77%)
- Cuiabá (+3,65%)
- Vitória (+3,40%)
- Fortaleza (+3,32%)
- IPCA (+2,60%)
As regiões que perderam para a inflação foram São Paulo (+2,41%), Natal (+2,38%), Belém (+2,34%), Belo Horizonte (+2,29%), Porto Alegre (+2,19%), Curitiba (+2,18%), Teresina (+2,02%), Florianópolis (+1,42%) e Salvador (+1,39%). Nesse recorte, a única queda ocorreu em São Luís (-1,69%).
Retorno do aluguel segue acima de 6% ao ano
O retorno médio do aluguel residencial foi estimado em 6,08% ao ano, ligeiramente acima do desempenho de março (+6,05%), mas ainda abaixo da rentabilidade média de aplicações financeiras para os próximos 12 meses.

